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Especial Dia dos Namorados: histórias de amor no intercâmbio

Publicado em: 12 de junho de 2019
intercâmbio dia dos namorados

Nós aqui do Universidades Francesas sempre falamos sobre as diversas oportunidades de estudos na França. Hoje, no clima do Dia dos Namorados, viemos falar de algo diferente: vamos trazer um pouco das experiências pessoais de algumas pessoas que foram estudar em países francófonos e conheceram o(a) namorado(a) lá! Afinal a grande importância do intercâmbio também se dá pelos momentos únicos que você vai viver no país.

Essas histórias de amor ligadas pela língua francesa são cada vez mais frequentes. Para te inspirar trouxemos a história de três membras da equipe, a primeira da Juliana que fez um intercâmbio em Saint-Étienne na França, a segunda da Milah, que fez intercâmbio em Bruxelas na Bélgica e a terceira história é da Éléonore que conheceu sua esposa enquanto ela estudava em Lausanne.

 

Juliana – Saint-Étienne (França)

Saint-Étienne

“Quando eu escolhi fazer intercâmbio em Saint Étienne eu nunca tinha ouvido falar dessa cidade, lembro de ter escolhido porque era o primeiro edital que abria para uma cidade francesa pequena. Chegando lá eu achei tudo diferente, a cidade era menor do que eu estava acostumada, não parava de nevar e quase nunca tinha sol.

As matérias da faculdade eram muito interessantes e eu acabei fazendo mais amizade com intercambistas do que com franceses, não tinha quase nenhum brasileiro na cidade e eu era a única da faculdade de Letras da USP que tinha escolhido ir para Saint-Étienne naquele semestre, o que foi positivo para eu encontrar pessoas de vários países e ser obrigada a falar francês.

Eu cheguei no inverno, ou seja, em janeiro, o sol só foi aparecer em Saint-Étienne em maio quando o verão estava quase chegando e os dias iam ficando mais longos. Os franceses pareciam mais felizes por estar quente, tinha muitas pessoas na rua e como as aulas já tinham acabado, os estudantes se encontravam de tarde para ir no bar ou ir ao parque fazer piquenique. Eu passava grande parte do meu tempo com a Laura, a minha super amiga italiana do intercâmbio, ela era como a minha irmã e a gente sempre estava juntas.

Eu consequentemente fiquei mais feliz também com a chegada do sol, já que né, sou brasileira! Ao ponto de acenar para a vizinha do prédio da frente da Laura e perguntar se ela queria vir pra casa da Laura para tomar cerveja, um convite bem estranho, mas que ela aceitou. Assim eu conheci a Jenn e o Valentin (o namorado dela), nós quatro ficamos muito amigos porque morávamos perto. Por conta deles, um dia depois desse encontro inesperado eu conheci o Raphaël, que hoje em dia é o meu namorado.

Conheci ele indo em uma soirée na casa dele, ou seja, a uma festinha. Ele morava com mais 3 caras, dois deles estudantes da mesma universidade que eu, o Raphaël já tinha se formado e já trabalhava. Como eu só tinha mais um mês e meio de intercâmbio, eu não contava com me apaixonar por alguém, só que o Raphaël era uma pessoa muito engraçada e de bem com a vida, a gente tinha ideias muito parecidas e a gente passava horas conversando sobre tudo! Assim eu acabei entrando para o grupo de amigos deles muito rápido e quando eu vi já estava morando na casa dele!

A gente não tinha intenção de realmente namorar no início, mas prometemos que íamos aproveitar ao máximo o tempo que estávamos juntos, um dos motivos para eu me mudar pra casa dele e da gente decidir tirar 2 semanas de férias antes de eu voltar pro Brasil. Eu no caso já estava de férias, mas ele não, mesmo assim partimos para o sul da França. Como a gente não tinha se planejado muito bem, o dinheiro estava curto, dormimos em barraca no meio do mato varias noites, mas foi uma experiência muito louca e que eu amo lembrar!

Decidimos continuar a nossa relação a distância, pois eu ainda tinha que terminar minha faculdade aqui no Brasil. Nós falamos sempre em francês e acredito que essa foi uma das principais razões para que as conversas tenham fluido normalmente, hoje em dia ele também aprende português, mas o francês ainda é a nossa língua oficial.”

 

Milah – intercâmbio para Bruxelas (Bélgica)

“Peguei o avião em agosto, um mês antes das minhas aulas começarem, pra conseguir aproveitar o verão europeu viajando um pouco pela região. De Bruxelas, fui parar em Heidelberg, na Alemanha, uma cidade maravilhosa, e fiquei super amiga da minha hostess do Airbnb. Ela me convidou pra ir passar o fim de semana num tal de Summercamp que ia rolar em Mannheim, uma cidade a meia hora de onde estávamos. O evento tinha sido publicado no Couchsurfing, e era organizado por um alemão poliglota hiper simpático que sempre promovia esses encontros de mochileiros.

Heidelberg

Heidelberg

Chegando em Mannheim, maior calor, barraca no lombo, meio perdidas andando por um tempão, já tava começando a me arrepender. Chegamos no Summercamp e aí piorou, quase dei meia volta. Pra São Paulo. Só tinha homem, um cheiro de carne absurdo (sou vegetariana), muito calor, aquela zero vontade de fazer social. Foi aí que achei uma sombrinha de árvore, peguei meu livro, mas acabei capotando sobre a canga. Acordei não muito tempo depois com barulho de gente conversando, e quando comecei a levantar, um cara bem alto começou a se aproximar da onde eu tava. Ele se abaixou e pegou meu livro, que tava no chão. Era o J: um francês que estava fazendo uma viagem a pé pela Europa.

Summercamp, em Mannheim

Summercamp, em Mannheim

No começo a gente conversava só em inglês. A essa altura, eu não tava super segura com o meu francês, então tinha vergonha de falar (hoje em dia meu inglês tá podre e o francês tá ótimo, olha só como são as coisas rs). Passamos o fim de semana inteiro juntos, conversamos por muitas horas e eu fiquei bem contente com a minha primeira história de amor dentro da aventura do intercâmbio. Além dele, conheci várias outras pessoas de vários cantos do mundo nesse Summercamp, foi bem especial. Fui pra Marseille (meu próximo destino) emocionada, no trem, e muito grata por tudo que vivi e todos que conheci.

Depois de viver esse mês intenso de muitas viagens, descobertas e perrengues, cheguei em Bruxelas. Foi quando tive tempo de responder com calma à mensagem que o J tinha mandado duas semanas atrás. Ele falava que gostaria de me rever, e eu, despretensiosamente, o convidei para me visitar quando ele tivesse peregrinando pela Bélgica. Ele veio, e nós nos conhecemos em francês. E foi aí que eu me apaixonei. Não acho que seja pelo francês ser a “língua do amor”, talvez também, mas por ser a língua dele. Conhecer alguém por meio das palavras com as quais a pessoa aprendeu a se expressar faz toda a diferença, porque é também a cultura que forma a linguagem. Por isso, falar em francês com o J virou uma maneira de conhecê-lo em todas as suas facetas, de entender os sentimentos que cabem em palavras, e os traços culturais que discretamente se revelam através da língua.

Em Bruxelas, nos demos tão bem que ele, já cansado das perna, decidiu passar esse tempo do intercâmbio comigo. Era ótimo ter a companhia dele, sobretudo porque eu não deixei de fazer novos amigos por isso. Nesse sentido, era muito bom ir pra faculdade todos os dias porque assim, eu tinha contato diário com meus novos amigos, então meu novo relacionamento não me impedia de conhecer pessoas diferentes.

Depois disso, meu francês decolou, e o português dele também. É impressionante como namorar um nativo da língua que você está aprendendo é o melhor dos métodos. Mas não foram só flores viu! As diferenças culturais são fascinantes, mas também podem ser bem inconvenientes, e pra superá-las, os dois precisaram de muita paciência e abertura. O que importa é que deu tudo certo, crescemos muito juntos e ainda estamos aprendendo muito um com o outro, já que ele resolveu voltar pro Brasil comigo <3″

 

Éléonore – Annecy (França)

“Nos premiers mots ont été echangés en français, sur une appli de rencontre, en décembre 2015.
Elle habitait à Lausanne (Suisse) et faisait un Master en sciences actuarielles. Je travaillais à Annecy (France), ma ville natale.
On s’est rencontrées la première fois seulement vers la mi-janvier car elle était en période d’examen. J’ai donc été jusqu’à Lausanne pour la rencontrer, un samedi soir après le travail. Elle avait préparé un apéritif dinatoire avec tout ce que je n’aimais pas (fromage, palmito et j’en passe). Mais ça a permis de briser la glace et elle ne l’oubliera pas de si tôt !
Jusqu’à la fin février, on a donc jonglé entre Annecy et Lausanne. Elle avait déjà son billet de retour pour le Brésil avant de se rencontrer et bien sûr, elle avait un travail qui l’attendait en rentrant. De mon côté, j’avais un contrat saisonnier jusqu’à fin mars avec normalement une continuité jusqu’à juin.
Étant de nature impulsive, je n’y ai pas pensé deux fois, j’ai pris mon billet et je suis restée 2 mois à São Paulo.
Pendant un an, ça a été quelques mois ensemble au Brésil, puis relation à distance car j’avais un travail pour l’été, puis retour au Brésil avant de décider de revenir en France pour qu’elle puisse terminer son master.
Par la suite, pour des raisons professionnelles, notre destination finale a été le Brésil. Et c’était il y a deux ans !”

 

Os franceses também encontram o amor quando vêm pro Brasil

Amandine – São Paulo (Brasil)

Ponte sobre o rio Embu-Mirim

“Je suis en échange universitaire à São Paulo depuis août dernier. Mon premier semestre a été une découverte de la culture brésilienne, des gens de ma fac, des autres étrangers en échange. Je sortais assez souvent et je rencontrais beaucoup de nouvelles personnes. Dans toutes ces personnes, aucun ne m’intéressait au point d’avoir une histoire romantique.

À la fin de mon premier semestre, alors que j’étais en vacances, je suis allée passer quelques jours chez ma famille qui habite à côté de São Paulo. Un vendredi soir nous sommes sortis avec ma cousine à Pinheiros. Au fur et à mesure de la soirée elle a rencontré un garçon qu’elle a chopé. Nous sommes donc restées avec lui et son ami, I, qui deviendra mon namorado. Jusqu’au petit matin nous sommes restés ensemble, puis nous les avons retrouvés pour passer la journée dans la charmante ville d’Embu das Artes. Là, avec I, nous avons appris à mieux nous connaître. Nous jouions comme des enfants et n’arrêtions pas de rigoler. Depuis ce jour, nous ne nous sommes plus quittés.

Nous parlons en portugais, puisque c’est la langue avec laquelle nous nous sommes connus. Mais je parle français à ses chats, ce qui le fait beaucoup rire. Il apprend peu à peu le français pour pouvoir vivre en France avec moi, ne serait-ce que quelques mois. Il a très vite appris le plus important : « je t’aime mon amour ». Je lui conseille souvent des musiques que j’aime en lui traduisant une partie des paroles. Maintenant il écoute de lui-même de la musique française. J’adore le mélange de nos cultures qui se fait naturellement lorsque l’on s’échange des musiques qui nous font penser à l’autre ou encore lorsque l’on cuisine l’un pour l’autre.

Dans quelques semaines, je pars du Brésil. Nous avons décidé de rester ensemble malgré tout. Nous ne savons pas encore lequel d’entre nous viendra voir l’autre en premier, mais dans tous les cas nous nous reverrons. Aujourd’hui nous profitons de nos derniers moments ensemble avant de passer quelques mois séparés par l’Atlantique.”

 

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