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Ex-aluno do IFESP nos conta a sua experiência acadêmica na Escola Sciences Po na França!

Publicado em: 26 de dezembro de 2017
Ex-aluno do IFESP estudou na Sciences Po

Temos o prazer de divulgar a todos, o depoimento de um ex-aluno do IFESP, Lucas Valente, que nos apresenta um feedback sobre sua experiência de aluno intercambista em Paris, na prestigiosa escola Sciences Po. Esse depoimento nos mostra o quanto uma estadia acadêmica no exterior revela-se fonte de enriquecimento pessoal, cultural e intelectual!

Espero que a leitura do depoimento do Lucas acabe de convencê-lo de que um intercâmbio é investir na sua carreira acadêmico-profissional!

Depoimento

Bom dia a todos! Meu nome é Lucas Valente, sou estudante de Relações Internacionais na PUC-SP e passei o segundo semestre de 2011 em intercâmbio acadêmico na Sciences Po Paris. Esse intercâmbio foi intermediado pela própria PUC, já que as universidades são parceiras, então consegui pular várias etapas burocráticas que alguém normalmente teria se fosse tentar ir pra lá de forma independente, além de conseguir validação praticamente automática dos créditos obtidos lá.

Para mim, a experiência começou ainda no Brasil, com o famigerado método francês para a realização do DALF e para a elaboração da carta de motivação. Palavras bonitas, convincentes, sem erros, usar fórmulas prontas, não usar fórmulas batidas, introdução, apresentação, desenvolvimento, conclusão e tantas outras exigências que acabei aplicando e sendo cobrado aqui no Brasil para a candidatura e também, claro, durante meus estudos na Sciences Po. No começo achava o método um tanto quadrado (e o é, de fato), mas ajuda muito na hora de escrever uma dissert’ coerente, lógica, e mais rapidamente.

  • Uma experiência pessoal?

Uma vez na França, começou para mim um verdadeiro problema para o estudante em Paris: arranjar lugar para dormir durante o período do intercâmbio.  Nesta etapa também precisava preparar um dossiê de apresentação e “concorrer” com outras pessoas, francesas e estrangeiras. Neste ponto a experiência francesa já está um tanto matura, pois precisava lidar diretamente com o futuro proprietário de onde iria ficar nos próximos cinco meses, com a esperança de não ser um quarto de 9 metros quadrados, com parte do teto batendo na sua cabeça e no sexto andar de um prédio. Sem elevador. Acreditem, lugares assim para estudantes não faltam em Paris.

Outra diferença cultural que marcou muito meu intercâmbio foi quando precisei abrir uma conta em um banco. Na França é preciso marcar horário para abrir uma conta. Mesmo que a agência esteja vazia quando você chegar, passei por isso. Os franceses, neste aspecto, superam os brasileiros em burocracia. Mas, como o propósito de um intercâmbio é exatamente conhecer uma cultura diferente da sua, aprender e se enriquecer, tudo, literalmente tudo que acontece quando estamos a 10 mil quilômetros de casa é válido e nos muda de alguma forma.

Quando as aulas começaram a primeira coisa que notei, além da maneira extremamente bem vestida dos estudantes e professores, foi a enorme quantidade de estrangeiros frequentando as aulas. Era interessantíssimo conversar com gente do mundo inteiro, ver a opinião que eles tinham sobre os franceses, em quais pontos concordávamos e discordávamos, hábitos, maneiras de se expressar, históricos acadêmicos e inúmeros outros pontos que te abrem os olhos para a variedade cultural que existe no mundo. Tudo em apenas uma sala de aula.

Neste convívio, era muito particular ver um americano reclamando da velocidade da internet no campus ao mesmo tempo em que um brasileiro a elogiava. Um alemão achando o maior absurdo um australiano atravessando a rua quando o semáforo para pedestre estava vermelho. Uma russa dizendo que a carga de trabalho era muito superior à que tinha em sua universidade e um inglês dizendo totalmente o contrário. Os exemplos abundam e cada um tem gravado na memória aquilo que mais lhe marcou.

  • Uma experiência acadêmica?

Em geral, academicamente falando, percebi uma exigência pessoal muito elevada entre os franceses a ponto de uma pessoa ficar até tarde na madrugada relendo e revisando um trabalho já finalizado, para que o mesmo seja entrega sem o menor dos erros. A biblioteca estava sempre lotada, as pessoas liam, escreviam, pesquisavam, chegavam a ficar o dia inteiro na biblioteca, não apenas antes de exames, mas ao longo de todo o semestre. Também reparei um grande distanciamento aluno-professor que não temos tão evidente no Brasil e franceses ficaram espantados ao saber que podemos almoçar com nossos professores, conversar depois da aula e até mesmo começar uma boa amizade com aqueles com quem nos identificamos mais.

Como meu tempo na França considerei um tanto curto, não trabalhei nem procurei estágio por lá, mas tinha a sorte de poder ter sido sustentado por minha família aqui do Brasil. Ainda assim, só estou no meu atual estágio por causa do intercâmbio que fiz na França. Trabalho atualmente na Câmara de Comércio França-Brasil e entre as características que me fizeram ser contratado estavam o conhecimento que adquiri da cultura francesa, dos franceses e da própria língua, características essas essenciais para minhas atividades do dia-a-dia atualmente. Mantenho o laço que criei com a França tanto pelos amigos que fiz lá e com quem falo frequentemente, como pelas minhas atividades cotidianas na Câmara.

Toda a experiência que tive ao longo de cinco meses em Paris nunca vou esquecer. Ou talvez vá, mas não vou me dar conta disso; apenas terei a certeza de que vivi aquilo que corri atrás. Um intercâmbio nunca termina quando tomamos o voo de volta, pois nossa vida vai mudar em decorrência dele. Minha recomendação a quem pretende estudar na França ou onde quer que seja é, simplesmente, façam-no. Não pese tanto os prós e contras, pois no final da balança só haverá prós, mesmo que não à primeira vista. Muito do que no momento ocorrido podemos ter achado uma catástrofe pode nos mudar de tal maneira posteriormente que teríamos até que “agradecer” o fato originário, do qual talvez nem nos lembraremos mais. Muitas das mudanças que ocorrem conosco ao longo do intercâmbio e após nosso retorno são intrínsecas, naturais, invisíveis, mas nunca inócuas, apesar de nem sempre nos darmos conta. Voltamos para a mesma cidade em que vivemos nossa vida inteira, mas esta não é e nunca será mais a mesma cidade que deixamos ao partir.

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1 comentário

  1. Bom dia, meu caro.
    Estou atualmente com o mesmo projeto, queria saber como você achou o nível e a adaptação la se foi muito difícil o não ? e queria saber também se existe a possibilidade de ficar por la uma vez la se ao decorrer do ano se o nível escolar for bom.

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