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Como estudar na França: dicas iniciais

Publicado em: 29 de abril de 2020

Sobre organização do intercâmbio, certificação no idioma e carta de motivação

 

Se como eu você estuda francês, certamente em algum momento da sua trajetória no idioma você já pensou no quão bom seria poder estudar na França ou no Québec, e sair de qualquer um desses lugares fluente na língua do croissant e do omelette au fromage (sim, o Dexter nos ensinou errado!). 

Às vezes, no entanto, esse sonho pode parecer estar muito distante de nós, e não sabemos nem por onde começar a nos organizar para um dia conseguirmos realizá-lo. Daí, então, a razão de ser desta série de posts sobre como estudar na França!

 

Eu me chamo Tais Ferreira, e estarei com vocês por aqui para contar tudo o que aprendi sobre o assunto nesses anos todos que me interesso pela língua francesa. Desde 2016, quando comecei meus estudos no idioma, eu sempre quis fazer intercâmbio em terras francesas. Em setembro do ano passado, eu finalmente consegui viver essa experiência, passando os melhores cinco meses da minha vida morando e estudando em Paris!

 

O motivo de ter querido, a princípio, fazer  intercâmbio na França, e não no Canadá, dizia respeito sobretudo à minha admiração pela cultura francesa, mas confesso que eu tinha um pouco de medo à época da escolha do meu destino de decidir ir para o Québec e não entender muito do sotaque deles, já que sempre tivera aulas com professores que, se não eram franceses, tinham aprendido a pronúncia da região central da França. 

 

No entanto,  hoje, penso que conseguiria igualmente ter me saído muito bem com os québécois, afinal, se em um primeiro momento o sotaque pode gerar algum estranhamento da parte de quem nunca antes entrou em contato com essa pronúncia, por outro lado, eles são um povo reconhecidamente muito acolhedor, o que torna a convivência em terras estrangeiras muito mais agradável.

 

De todo modo, foi em 2017 que comecei a me inteirar de verdade sobre como fazer para estudar fora. Pesquisando um pouco mais, eu vi que, no meu caso, havia dois caminhos possíveis: eu poderia prestar uma candidatura individual para uma universidade francesa, algo que qualquer um pode fazer junto ao Campus France, ou tentar os editais de intercâmbio e bolsa da minha Universidade, a USP. 

 

De todo modo, independentemente do caminho escolhido, seja optando por fazer a candidatura sozinho ou com a mediação de uma universidade brasileira, todos as essas duas opções culminam na Campus France, que é a grande aliada daqueles que querem estudar na França. Vale muito a pena conhecer desde já o trabalho dessa instituição, visitando e lendo os conteúdos que eles disponibilizam em seu site.

 

No meu caso, eu acabei optando por ir pela minha Universidade, porque minha faculdade no Brasil tinha convênio com a faculdade francesa dos meus sonhos: a Sorbonne.

 

É sempre bom lembrar, no entanto, que embora todos possamos nos inscrever em uma universidade francesa, já que o ensino superior por lá é público e gratuito (apesar de ter taxas de matrículas anuais), é preciso, antes, verificar nos sites das instituições de ensino onde você pretende estudar (escolha pelo menos três destinos possíveis) quais os critérios de admissão para estrangeiros, e ficar muito atento ao nível de língua que você precisa ter e quais certificações bastam (DELF/DALF, TCF, TEF, ou às vezes, em casos muito  específicos, cartas de professores universitários que te orientam na faculdade de origem) para você atestar esse nível junto à faculdade de destino. 

 

Assim, uma dica importante é: organize seu tempo! Existem inúmeros detalhes para a gente dar conta durante os preparativos para o intercâmbio, e deixar tudo para a última hora pode te prejudicar.

 

Lembre que você precisa estudar e prestar a prova de nível em si, ser aprovado e receber o certificado, pois às vezes você precisa informar suas notas durante o processo de admissão. Esteja atento, então, à periodicidade dos testes: em tempos normais, o DELF e o DALF têm apenas duas sessões por ano, enquanto o TCF, por sua vez, tem um número maior de sessões. No meu caso, por exemplo, eu decidi em 2017 que queria fazer intercâmbio, pois minha ideia era morar na França em 2019; para isso, estudei para tirar o DELF B2 já em 2018. E tudo deu muito certo! Mas caso não desse de primeira, eu ainda tinha um tempo hábil para tentar de novo, de modo a não precisar adiar o meu sonho. 

 

Outra coisa que merece ser pensada com atenção são suas finanças, pois caso você não ganhe uma bolsa de estudos, parte do processo consular é verificar de forma rigorosa se seus recursos são proporcionais ao tempo da sua estadia na França.

 

Fora isso, é muito provável que você tenha que escrever uma carta de motivação em francês para cada uma das suas opções de destino, antes de você ser escolhido efetivamente por uma delas. Mas não entre em pânico por isso! Apesar de parecer algo difícil, é mais simples do que parece.

 

Nessa hora, lembre-se do que te faz querer estudar na França e mais especificamente naquela instituição de ensino, de tudo o que você já realizou na sua vida até aqui e que te fez perceber que lá seria o lugar certo para aprender, se desenvolver e ainda dar continuidade aos seus projetos pessoais e profissionais. 

 

Pense no que exatamente essa experiência pode mudar sua vida, e escreva sobre isso de forma clara e objetiva, preferencialmente com um francês impecável, afinal, você não estará lá em corpo presente para convencer o escritório de relações internacionais da universidade de destino que você merece aquela vaga, mas sua carta estará por você. Faça com que ela te apresente da melhor forma possível!

 

Buscar modelos desse tipo de carta na Internet para entender melhor como a sua deve parecer em termos de estrutura pode ser útil. Mas nada de copiar e colar, hein? Peça ajuda ao seu professor de francês se for preciso, mas não deixe de imprimir a sua história e a sua personalidade neste documento. Afinal de contas, se você não for capaz de escrever uma carta única, no sentido de que só você poderia tê-la escrito, e preferir usar o mesmo texto que muitas outras pessoas podem também ter copiado, qual seria a diferença entre escolher você ou os outros do ponto de vista da universidade estrangeira que está fazendo a seleção? Não marque bobeira nessa!

 

Mas se mesmo assim você ainda se sente pouco inseguro em dar esse primeiro passo, saiba que o Grupo IFESP está ao seu lado nessa! Com a Assessoria Campus France, nós oferecemos uma orientação completa aos estudantes sobre as universidades francesas e o processo de candidatura via Campus France Brasil. Ficou interessado? Então saiba mais aqui

Mas se você quiser se informar ainda mais sobre isso, assista nosso webinar “Como estudar na França” clicando aqui.

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